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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Efemeridade

O Tempo
Tal como o pensamento,
É efêmero.

Dilata o sangue,
e o esquenta.
Acariciando
A alma lenta.

Por que a morte ruim seria?
Se tudo acabar,
Sofrimento mais não há.

E se tudo não acabar,
Temer o que?
Pois sois o que sempre foi,
E nada mudará.

domingo, 10 de abril de 2011

Insônia

Fecho os olhos
E penso
penso
penso...

Mas o sono não vem
Eu tento
e tento
e tento

Tento...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fuga

Vejo distante uma nau errante
Miragem salvadora.
Como queria estar lá,
Só para fugir de cá.

Superioridade individual não existe
Conteúdos, inteligência...
Se a alma é o que caracteriza.
O ser alma, é ser superior.

Um menino morre no chão
Arfando, fugo da realidade.
Nascendo no peito a vontade,
De subir aos céus.

Ó mar distante,
Me leve, me açoite.
Não quero passar aqui,
Nem mais uma noite.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Nua a crua

Senhores e senhoras,
Aqui ninguém quer o mal,
É só o mal,
Que ensiste em vir.

Humanada, gentalha, não somos todos iguais?
O pensamento sempre há de se corromper,
por fome, miséria e não ter o que comer.
O homem no centro? Que balela é essa?

O homem jamais foi o centro das coisas
O que pega é a cobiça central cerebral.
Ninguém se preocupa com o homem,
Só o homem que preocupa-se com si mesmo.

Ninguém tem a chave do paraíso,
O que salva é a criança e o sorriso.
O inferno está batendo a porta todo dia,
É só olhar...