Correndo em busca de algo maior
Vamos pensar nesse algo que nos destrói
Que mata e destrói
Tenho que acalmar meus estímulos
Quero uma vida melhor
Com coisas legais para fazer
E ao mesmo tempo não trocaria
Nada, mas nada, pelo meu prazer
Meu prazer tenso,
Meu prazer destrutivo e intuitivo
Vamos por o cérebro para funcionar
E parar de pensar com o coração
A solidão me dá medo
Não me deixem sozinha nunca
Pequenos amigos
Vestidos de verde, com os olhos cintilando de compaixão
Vamos vultos inconscientes
Me abracem e me beijem
Suguem o que há de bom
Ainda
O que restou dos meus doze anos
Os amores sempre existem sim
Só acabam...
Mas um dia existiram
E sempre vão ficar guardados em um vão profundo na eternidade
Eternidade glacial
Pensem que enquanto uns dormes tranquilos
Outros morrem tranquilos
Por não ter mais força
E a pior dor do mundo
É a dor da fome.
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